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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TERAPIA DO PERDÃO

Recentemente participei de um curso de aprimoramento sob o tema: “FORMAÇÃO DE NOVOS MEMBROS”. No dia 28/06/2003 tivemos nossa última aula, ocasião em que o Min. Instrutor Orlando Borralho Júnior exercitou a turma com uma técnica de “visualização”, em que nos fez “viajar” pelo interior de nossa consciência, guiando-nos num processo de relaxamento, por caminhos agradáveis, através de jardins e belas praias, fazendo-nos encontrar a pessoa que mais amamos, depois os nossos entes queridos, os amigos, e finalmente, foi nos aproximando aos poucos de uma pessoa que vinha caminhando ao longe e, ao chegar perto, reconhecêmo-la como sendo nosso inimigo.
O min. Instrutor explicou-nos que deveríamos cumprimentá-lo, abraçá-lo e pedir-lhe perdão, uma vez que, se ele era nosso inimigo, a culpa era nossa, que havíamos cometido algo contra ele, nesta ou em vidas anteriores.
Foi uma experiência extraordinária! Não é fácil ficar face a face com seu inimigo, cumprimentá-lo. Abraçá-lo e ainda pedir-lhe perdão, mesmo em pensamento, e, naquela “viagem”, a auto sugestão era tão forte, a condução do in. Instrutor era tão eficiente que parecia real, era como se ali estivéssemos em tempo real, na nossa vida material, mas, mesmo assim, cumprimos a orientação e o abraçamos e pedimos o seu perdão, após o que fomos lentamente conduzidos de volta à realidade, abrimos os olhos e confesso que chorei.
Fiz este preâmbulo para ligar os acontecimentos subsequentes  ao curso que fizemos.
No dia 30/06/2003, data do encerramento do curso, tive minha vida poupada por Meish-Sama.
Nesse dia, quando saí de minha casa, por volta das 16h para deixar minha esposa no centro de fisioterapia e seguir para o Johrei Center, procedi como de hábito: dirigi-me ao carro estacionado na calçada, abri a porta do passageiro para minha esposa, contornei o carro para abrir a porta do lado do motorista. Minha esposa, ao invés de entrar pelo lado do passageiro, como normalmente faz, inexplicavelmente também veio para a porta do motorista, de modo que perdemos ali alguns segundos, até ela novamente contornar o carro e entrar pelo outro lado.
Liguei o carro, ainda sorrindo e comentando a confusão, e saí a uma velocidade de mais ou menos 40km/h.
Ao aproximar-nos do primeiro cruzamento onde a rua da minha casa é preferencial sobre a avenida, um carro, trafegando em altíssima velocidade, no sentido oeste-leste, avançou a preferencial, quando estávamos a menos de 10 metros do cruzamento. Pisei instantaneamente no feio, e com tal força no gesto-reflexo que o meu carro estancou e o outro carro passou chispando e acelerando mais ainda.
Imediatamente reconheci a intervenção de Meishu-Sama, naquela pequena confusão na entrada do carro, que me fez perder os preciosos segundos que salvaram a minha vida e a vida de minha esposa que estava comigo.
O merecimento de ter recebido esta graça eu acredito ao fato de estar praticando na Obra Divina e principalmente pelo aprimoramento do Curso de Formação de Novos Membros que além de aprimorar conhecimentos, revelou-me uma nova maneira de ver as coisas da vida e do cotidiano, isto é, deu-me a oportunidade de modificar o meu estado mental e ver as coisa e os acontecimentos sob outra ótica, qual seja, a ótica da Fé.
E por ver a vida agora pela ótica da fé e ainda vivenciando a experiência da “visualização” do curso e saber, no mais profundo do meu “eu” que tive minha vida poupada para dedicar ainda  mais fortemente na obra divina, é que chamei até a minha casa no dia 31/07/2003 o meu filho mais velho e sua mulher para pedir-lhes perdão pelos acontecimentos que passo a relatar: embora tenha sido outorgado em 2000, só após este curso é que finalmente compreendi de verdade como funciona a Terapia do Perdão e que a nossa vontade, por mais forte que seja, de nada vale se estiver em desacordo com a Vontade de Deus e Meishu-Sama!
Ao final do ano de 2001 o meu filho mais velho formou-se em Ciências Contábeis pelo CEAP.
Na véspera de sua colação de grau tivemos um desentendimento eu e sua esposa e no dia seguinte, após o ensaio de sua colação em que eu seria o paraninfo, cobrei-lhe explicações sobre os acontecimentos da véspera e ele, naturalmente, tomou partido de sua esposa, ocasião em que eu disse-lhe algumas “verdades”, isto é, verdades do meu ponto de vista arrogante e egoísta de então.
O resultado foi um desastre: não houve colação, não participamos da festa há tanto tempo planejada e aguardada, eles também não participaram e minha mulher e eu (os pais dele) choramos e sofremos muito, até porque para nós, naquela época, a culpa era toda dele.
Após alguns meses sem nos falarmos e nem nos visitar, as coisas suavizaram, voltamos a nos falar e a nos visitar, como é normal em qualquer família, mas a mágoa permanecia ali, no meu peito, doendo sempre.
Somente agora, após o aprimoramento do curso é que finalmente compreendi que a culpa era minha e a partir daí senti a inexorável vontade de pedir o seu perdão, o que finalmente fiz n dia 31/07/2003.
Sinto-me agora completamente aliviado, a mágoa e dor do meu peito sumiram, sinto-me mais leve e feliz. Sinto que sou agora um ser humano melhor do que fui e disposto a lutar na Obra Divina para melhorar mais a cada dia.
Agradeço a Deus e Meishu-Sama, bem como aos meus Antepassados, epla oportunidade que me concederam de aprimorar-me como ser humano. Obrigado!

LUIZ BEZERRA.

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