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domingo, 13 de novembro de 2011

Karem


Karem, karem, karem.
No original e no emocional,
Karin, karin, karin.
Na emoção e no coração,
Carinho.
Carinho meu,
Sentimento meu,
Indiferença tua,
Porque tens a beleza da lua,
Que a todos encanta e ilumina,
Com luz argentina,
Que borda e transborda
No meu coração,
Sentimentos de paixão,
De amor e de dor,
... E assim,
Sonhando contigo,
Coração buscando abrigo,
Na solidão sem fim.
Vivo a esperança
De um aceno,
De um sorriso,
De um gesto ameno,
Da tua aceitação,
Do amor deste poeta,
Que por ti,
Sofre em solidão.


Macapá-ap, 21/10/2011
11:50h

Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito

O Teu Nome


O meu peito rasgado,
Esviscerado,
Exposto à crítica
Dos especialistas
E a curiosidade
Dos rassantes,
De repente se sacode,
Sabe que não pode,
Sabe que não tem ode,
Então explode.
... E na nuvem que se forma,
Densa, quase impenetrável,
Eis que de repente,
Um raio de luz.
A multidão se espanta,
Enquanto um nome se forma,
E a luz, levemente se alevanta,
Até formar, na forma sem forma,
- mistura de solidão e de saudade, -
O teu nome, irradiando
Uma nova promessa de felicidade!


Macapá-ap, 30/09/2011.
14:40h.
Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito


CRÔNICA DE UM POETA APAIXONADO

Eu te amo!
Eu te amo com intensidade,
Eu te amo com impetuosidade,
Eu te amo com um sentimento
De amor derivado do imenso e
Único amor que Deus espargiu
No Universo e sobre a Terra para que os homens
Vivessem em paz e, em testemunho
Desse amor, mandou seu filho
Nascer neste planeta
Viver e morrer na cruz para
Que o homem entendesse e
Vivesse nesse amor!
Alguns ainda não compreenderam.
Mas eu, que te amo, compreendi
E te amando, descobri
A divindade desse amor e por isso,
Por ti e a partir de ti aprendi a amar o meu próximo e,
Através dele, a toda a humanidade
E por extensão ao meu planeta e a todas as coisas que
Aqui ele colocou para que o homem delas
Usufruísse, se desenvolvesse e avançasse
No progresso, na ciência e no amor.
Então, porque te amo, entendi que o mandamento:
“Crescei e multiplicai-vos”, não é somente a
Perpetuação da vida através dos nossos filhos mas,
Principalmente, é além disso, crescer, multiplicar e
Espalhar o amor de Deus nos corações dos homens
Para que finalmente aprendam a viver em paz e
Caminhem no progresso em direção ao criador, que,
Afinal, pelo seu amor, nos deu a condição de amar e
Ser amados e, quanto a mim, concedeu-me a suprema
Ventura de te amar.
Por isso, sou um homem apaixonado:
Apaixonado por ti,
Apaixonado pela vida,
Apaixonado pelo amor,
Apaixonado por Deus.

Macapá, 08 de dezembro de 2007 às 18h38min.

Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito.

Solidão

Não é um modo
De viver,
Solidão é um sentimento
Ruim
É um sentimento
Vazio
Um vazio que ecoa
Faz que a lembrança
Sempre doa,
Lembrança de nada,
Lembrança de ninguém,
Nem para amar
Nem para chorar.
Solidão é saber que
Nasceu só,
Viveu só,
Amou só...
... E certamente,
Morrerá só.
Solidão é saber
Que plantou,
Mas não brotou,
E, se brotou,
Foi levado transplantado,
Vingado fora de si
Longe de si
Além de si
Sempre nada que volte
Para si
Solidão é amar
Sem reciprocidade
Um amor maior que o mar
Lançado no ar,
Perdido na mocidade,
Em meio a grande cidade,
Sem nome, sem apego,
Sem apreço,
Sem nunca conjugar
No plural, o verbo amar,
Solidão é se sentir
Perdido,
Isolado, completamente só,
Com o coração na mão,
No meio da multidão.

Belém-pa, 09 de janeiro de 2009

Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito

A Espera

Esperei, esperei por ti
Por ti esperei
Tanto, tanto
Que senti
Os segundos
Passarem.
Caindo como
Gotas de tempo
No vazio do meu
Coração,
Transbordando
De saudade
A taça da minha
Solidão.

Macapá, 03/11/09

Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito

Luz e Sombra

Luz da vida
É sorte
Sombra da vida
É morte

Luz da vida
É amor
Sombra da vida
É a dor

Luz da vida
É união
Sombra da vida
É separação

Luz! Luz!
Mais luz!
Disse Goethe
A morrer.
Luz da vida
É o que nos faz crescer.

Luz da vida,
Luz brilhante,
Luz intensa,
Luz radiante,
Sem sombra de adeus.
Luz divina,
Luz de Deus!


Macapá, 10 de novembro de 2011 às 20h30min

Luiz Bezerra
Professor de Administração e Direito