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domingo, 22 de abril de 2012

A Guerra das Tribos


Duas das mais importantes tribos indígenas do Amapá estão em pé de guerra.

A tribo dos “TUDOMEU” se sentiu ofendida quando a tribo dos “QUEROMEU” resolver ter de volta o valor do  percentual que havia renunciado em favor dos “TUDOMEU”, para que essa tribo fizesse seus investimentos sociais nas tribos, como cursos de especialização para colher açaí, para pescar, remar com segurança, etc. Como os “TUDOMEU” não apresentaram nem justificaram seus projetos, os “QUEROMEU”, que tem o poder de votar e aprovar ou não os projetos dos “TUDOMEU” resolveram em assembleia que deveriam ter de volta aquele dinheirinho, coisa pouca, algo assim como R$ 4.000.000,00 (quatro milhões).
Daí, por causa dessa ninharia, que somados a outros dinheirinhos de tribos menores, os “QUASESEMNADA”, armou-se a briga que promete acirrar os ânimos guerreiros dessas importantes tribos que armados com seus tacapes, arcos e flechas, pedras e caroços, prometem ir até as últimas conseqüências inclusive ao supremo “SABETUDO” tudo pelo bem do nosso povo, digo, de nós, os índios em geral, mais conhecidos na mídia como a tribo dos “SEMNADA”.
Como todos sabemos, essas brigas sempre acabam em “pirão de açaí com tamoatá” de modo que nos arriscamos a prever o desfecho dessa guerra: os “TUDOMEU” ficarão com tudo, os “QUEROMEU” receberão “UMTOMATEACOMODA”, os “QUASESEMNADA” receberão um quase nada vultuoso e os “SEMNADA” continuarão a não ter nada.

Macapá, 27 de julho de 1999.

Obs: apesar de este artigo ser de 27/07/99 e se referir a uma “guerrinha” entre governo e assembleia, parece que foi escrito hoje.
Professor Luiz Bezerra

sábado, 7 de abril de 2012

O Meu Cantar

O meu cantar
É um canto
De alegria
É um canto
De felicidade

Eu canto
O campo verdejante
Eu canto um jardim
  Florido,
Eu canto as flores
  Se abrindo
Eu canto as águas
  Transparentes
Eu canto a fonte
  Que rumoreja
Eu canto o rio que
  Murmura
Ao sabor da correnteza,
Repetindo o teu nome.

Eu canto o alto da serra
Eu canto as verdes matas
E a beleza do serrado

Eu canto com o coração
Com a alma enlevada
Porquê o meu cantar
É todo para ti, amor,
Amor, amor,
É sempre assim
O meu cantar.


Luiz Bezerra
Macapá, 07 de abril de 2012
13h40min